Retrospectiva – Parte 1
Famílias Inspiradoras – Arte empresarial da empresa familiar centenária
Em 2 de abril próximo, a MESA lançará a 2ª série de histórias singulares sobre Famílias Inspiradoras. Assim denominamos as empresas familiares que, ao longo de sucessivas gerações, edificaram um legado em que negócio, patrimônio e cultura são mantidos por laços da história, memórias e identidade familiar. Neste mês de março, vamos juntos revisitar as Famílias Inspiradoras já publicadas.
Guardião do legado: Família Houshi (718 d.C.) – 47ª geração

A história desta pousada de águas termais oferece a lição sobre sucessão familiar:
“Nada pertence a mim. Somos responsáveis por manter e passar adiante para a próxima geração.” – Zengoro Houshi.
- Existe algum segredo para manter uma longevidade centenária tão fenomenal?
- Quais são os desafios enfrentados em termos de sucessão e como garantir uma liderança estável por várias décadas?
- Quais exemplos inspiradores podem ser adotados por outras empresas familiares?
Relembre mais lições dessa história: https://corporategovernance.com.br/familia-houshi-japao/
Resiliência e propósito: Família Marinelli (1040 d.C.) – 26ª geração

A lição de governança desta história é sobre a definição de sucesso.
“Se rompermos com o passado, é como se estivéssemos começando um novo negócio. Não seríamos considerados pioneiros dessas novas técnicas, seríamos reconhecidos como aqueles que romperam com um legado milenar.”–Armando Marinelli
- Como conciliar tradição, arte e sobrevivência em tempos de automação e inteligência artificial?
- O que motiva uma nova geração a seguir em um negócio artesanal, sem escala industrial?
- Até onde pode ir a força de um legado familiar?
Relembre mais lições dessa história: https://corporategovernance.com.br/familia-marinelli-italia/
Restauração após a queda: Família Ricasoli (1141 d.C.) – 32ª geração

A história da Ricasoli é sobre a importância da governança na profissionalização da retomada.
“A visão veio mais tarde. No começo eu apenas tentava sobreviver para salvar o que tinha que ser salvo. Se tentasse correr atrás dos outros, estaria sempre atrasado. Tive de reinventar a companhia com algo ligado ao seu passado glorioso.” – Barão Francesco Ricasoli
- A imagem de uma família pode ser restaurada após o colapso de seu negócio?
- Como definir a estratégia de recuperação e lidar com o preconceito sobre o background?
- É possível unir tradição e modernidade sem perder a essência?
Relembre mais lições dessa história:
https://corporategovernance.com.br/familia-ricasoli/
Proteção do conhecimento: Família Barovier & Toso (1295 d.C.) – 28ª geração

A lição desta história é sobre transmissão de patrimônio além de uma única vida.
“Desenvolvemos uma compreensão do que a palavra patrimônio significa, muito além de uma única vida.” (Enlightening Uniqueness.pdf, por Barovier & Toso)
- Destino ou sorte podem determinar a longevidade empresarial?
- A tradição pode resistir à inovação?
- A quem pertencem a história, o legado e o patrimônio da família?
Relembre mais lições dessa história: https://corporategovernance.com.br/familia-barovier-e-toso/
Identidade e marca: Família Torrini (1369 d.C.) – 26ª geração

Aqui temos a lição de dois dos pilares da governança: acordo de sócios e definições claras de papéis.
A partir da citação “… a palavra mais perigosa em qualquer língua humana é a palavra irmão”, do dramaturgo Tennessee Williams, emergem as reflexões:
- Um negócio familiar pode sobreviver à guerra entre irmãos?
- Identidade, objetivo e relacionamento – o que pesa mais nos conflitos?
- Há divisão justa do legado, do patrimônio e da marca quando a ruptura é inevitável?
Relembre mais lições dessa história: https://corporategovernance.com.br/familia-torrini/
Prudência e audácia: Família Beretta (1526 d.C.) – 15ª geração

A lição desta história reside na potência gerada pela integração de governança corporativa e governança familiar.
“Para nós, tradição não significa fazer as coisas como sempre foram feitas. Trata-se de entender de onde viemos para poder decidir com clareza para onde queremos ir.” – Pietro Gusalli Beretta.
- Um paradoxo pode ser uma vantagem competitiva?
- Objetivos financeiros comungam com riqueza socioemocional?
- Empreender supera o legado?
Relembre mais lições dessa história: https://corporategovernance.com.br/familia-beretta/
“Antes da corporação multinacional, havia uma empresa familiar. Antes da Revolução Industrial, havia uma empresa familiar. Antes do Iluminismo, da Grécia e do Império Romano, havia uma empresa familiar.” – William T. O’Hara em Centuries of Success (Adams Media, outubro 2003).
Destino? Golpe de sorte? Idealismo? Oportunidade? O que determina a longevidade intergeracional das empresas familiares? Talvez um pouco de tudo isso.
Entretanto, ainda que o imponderável seja uma variável, nós na MESA postulamos que assim como cérebro e coração são essenciais à vida, governança corporativa e governança familiar são essenciais à perpetuidade da empresa familiar.
Acompanhe a 2ª parte desta retrospectiva no próximo dia 19/03.


