Retrospectiva – Parte 2
Famílias Inspiradoras – Arte empresarial da empresa familiar centenária
Na 2ª parte da retrospectiva de Famílias Inspiradoras, a MESA revisita famílias empresárias centenárias que, tenazmente, construíram um legado que se mantém pela sucessão multigeracional ininterrupta.
Na Inglaterra, descobrimos o açougue mantido como pequeno negócio familiar desde a era dos Tudor e os fabricantes da lã dos uniformes das instituições inglesas por quase cinco séculos que, derrotados pela globalização, transformaram o parque fabril em hub empresarial.
Na Espanha, encontramos o ativista que, renunciando a seus projetos sociais, salvou da ruína a histórica vinícola familiar de mais de 500 anos. Vamos ao Japão, onde topamos com a dinastia dos mestres confeiteiros que há meio milênio fornece os tradicionais wagashi para a Corte Imperial.
Voltamos à Europa para nos deparar, na Alemanha, com o pai e o filho que retiveram 1% do negócio em desaparecimento para recompor a estrutura de capital 100% familiar. Finalizamos a retrospectiva com a família que há mais de 450 anos administra a mais extensa área florestal da Bavária, mantendo seu legado pela diversificação de atividades florestais, agrícolas e ambientais.
Legado acima do lucro: Família Balson (1515 d.C.) – 26ª geração

Quando o orgulho do legado vale mais que o lucro imediato, tradição e adaptação definem a sucessão para além da próxima geração.
“O amor pelo trabalho, que foi passado de geração a geração, é uma das principais razões do nosso sucesso.” – Donald Balson.
- Pode um pequeno negócio constituir legado familiar?
- Quando se começa a preparar a geração sucessora?
- Qual o valor do senso de pertencimento?
Relembre mais lições dessa história: https://corporategovernance.com.br/familia-balson/
Reinventar ou desaparecer: Família Brooke (1541 d.C.) – 19ª geração

Nessa história, a governança que inclui o preço do progresso é fator de fidelidade ao plano estratégico no processo sucessório.
“Brooke’s Mill sempre foi sinônimo de progresso. Por quase cinco séculos, nossa família adaptou-se às mudanças, respeitando nossa herança” – Mark Brooke
- downsizing da operação
- venda de patrimônio
Relembre mais lições dessa história: https://corporategovernance.com.br/familia-brooke/
Da ruína ao revigorar de raízes: Família Raventós Codorniú (1497 d.C.) – 21ª geração

Aprendemos que a crise do conflito familiar revela o peso luminoso da herança histórica e que, de suas raízes, pode brotar a vocação que assegura a continuidade do legado familiar.
“Com os anos, me dou conta de que há uma energia especial neste espaço, que certamente está vinculada à tradição ancestral” – Pepe Raventós.
- desafios e responsabilidades da tradição familiar
- renúncia a projetos individuais para manter o legado
- revigorar as raízes
Relembre mais lições dessa história: https://corporategovernance.com.br/familia-raventos
Felicidade como tradição: Família Kurokawa (1526 d.C.) – 18ª geração

A importância de regras de sucessão claramente definidas e compreendidas para manter a tradição e preservar o nicho de mercado frente à expansão global.
“A chave para manter a longevidade de um negócio familiar não é buscar lucros em uma perspectiva de curto prazo, mas acreditar firmemente que todos os envolvidos devem ser felizes” – Mitsuharu Kurokawa
- A perspectiva comercial globalizada é compatível com a forte tradição familiar?
- Como ampliar a base comercial e manter o bem-estar da empresa?
- A imagem como marca de nicho sobrevive à expansão global?
Relembre mais lições dessa história: https://corporategovernance.com.br/familia-kurokawa/
Discordância e renascimento: Família Dresler-Niederstein (1502 d.C.) – 17ª geração

Quando a discordância familiar quase apaga 500 anos de história, o poder dos laços de família cria comprometimento e visão de longo prazo.
“Aprendi com meus ancestrais que o senso de equilíbrio, assim como a justiça e a persistência, são os valores fundamentais.” – Paul Niederstein.
- Poder e laços familiares
- Influência e valores
- Conformismo e persistência
Relembre mais lições dessa história: https://corporategovernance.com.br/familia-dresler-niederstein/
Meio ambiente, a matriz da riqueza: Família von Poschinger (1568 d.C.) – 15ª geração

Uma história que aponta como o vínculo emocional sobrevive à transformação da base para preservar o legado e entregar às próximas gerações o negócio familiar em melhor condição do que o recebeu.
“Cada um tem que fazer a coisa certa no seu tempo para que a empresa possa continuar e ser passada para a próxima geração”. – Benedikt, Baron von Poschinger de Frauenau.
- Um paradoxo pode ser uma vantagem competitiva?
- Objetivos financeiros comungam com riqueza socioemocional?
- Empreender supera o legado?
Relembre mais lições dessa história: https://corporategovernance.com.br/familia-von-poschinger/
“Antes da corporação multinacional, havia uma empresa familiar. Antes da Revolução Industrial, havia uma empresa familiar. Antes do Iluminismo, da Grécia e do Império Romano, havia uma empresa familiar.” – William T. O’Hara em Centuries of Success (Adams Media, outubro 2003).
Essas são empresas que, desde suas origens no século XVI, chegam ao primeiro quarto do século XXI mantendo vivo o processo sucessório e adentram o 2º quartil deste século encarando os desafios da perpetuidade durante o trânsito acelerado por profundas transformações para toda a humanidade.
No 13º episódio de Famílias Inspiradoras, a MESA dará a oportunidade de conhecer o legado da Família Mellerio. Acompanhe a partir de 2 de abril a segunda série de histórias de empresas familiares centenárias em sua travessia de geração após geração.


